Mulher de 62 anos é encontrada morta dentro da própria residência, veja o video o suspeito dando entrevista antes de ser preso
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Região
- Terça-feira, 16 de Junho de 2026 às 07:19
Uma mulher de 62 anos foi encontrada morta dentro da própria residência na rua Hélio Batista de Oliveira, no Jardim Jamaica, em Sertãozinho.
A vítima foi identificada como Leonice Aparecida Moscon. Segundo informações apuradas no local, ela morava sozinha e não tinha marido ou companheiro.
Leonice foi encontrada por uma das filhas, que vive na casa ao lado. Conforme as informações iniciais, a vítima estava no quarto, sobre a cama, e apresentava ao menos seis ferimentos provocados por faca.
O caso ganhou novos desdobramentos após a prisão do genro da vítima, Igor Felizardo, que é mecânico. Antes de ser apontado como suspeito pela investigação, ele chegou a conceder entrevista à equipe de reportagem.
Familiares ouvidos pela reportagem afirmam acreditar no envolvimento do genro no crime. Entre os argumentos apresentados estão o fato de que não havia sinais aparentes de arrombamento no portão da residência, o cachorro da vítima não teria latido e o suspeito morava em uma casa vizinha.
Uma das filhas também relatou que a mãe vinha sofrendo ameaças atribuídas ao genro.
Segundo ela, Igor havia deixado o sistema prisional recentemente, onde cumpria pena por um caso anterior de tentativa de homicídio.
Familiares da vítima permanecem na delegacia prestando depoimento.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias do crime e deve apurar a motivação e eventual participação do suspeito.
Leonice deixa seis filhos, três mulheres e três homens.
Polícia aponta série de indícios e pede prisão preventiva de genro de idosa morta em Sertãozinho
De acordo com o boletim de ocorrência, a apuração indica uma possível motivação patrimonial relacionada a um empréstimo de R$ 13 mil realizado recentemente pela vítima.
Segundo o depoimento da filha da mulher, apenas ela e a mãe tinham acesso à conta bancária onde o valor estava depositado.
Durante os trabalhos periciais, os investigadores constataram que a residência não apresentava sinais de arrombamento ou invasão forçada. Além disso, os pertences da vítima permaneciam aparentemente intactos, circunstância que reforçou a hipótese de que o autor teria ingressado no imóvel sem resistência, possivelmente por ser uma pessoa conhecida e de confiança da vítima.
Outro ponto destacado pela investigação foi o comportamento da cadela da vítima. Conforme relato da filha, o animal não apresentou qualquer reação de alerta ou latidos no período em que o crime teria ocorrido, fato considerado compatível com a presença de alguém do convívio familiar.
A companheira do investigado informou aos policiais que Igor retornou para casa por volta das 13h no dia dos fatos demonstrando nervosismo, tensão e comportamento incomum. Ela também relatou que o investigado apresentava um ferimento recente em uma das mãos, cuja explicação teria sido um acidente ocorrido em uma lixeira localizada em frente à residência.
Durante as diligências, os policiais localizaram na mesma lixeira roupas apontadas como pertencentes ao investigado. Entre os objetos apreendidos estava uma blusa vermelha que, segundo a testemunha, teria sido utilizada por Igor no dia do crime. As peças apresentavam manchas com características semelhantes a sangue e foram encaminhadas para perícia.
A investigação também menciona que o ferimento encontrado na mão do suspeito possui características compatíveis com lesões observadas em autores de crimes praticados com arma branca, embora a confirmação dependa dos laudos periciais.
Ainda conforme o boletim de ocorrência, a companheira de Igor declarou que ele já teria praticado agressões contra ela em ocasiões anteriores, sendo descrito como uma pessoa violenta.
Diante do conjunto de indícios, a autoridade policial entendeu estarem presentes os requisitos previstos nos artigos 312 e 313 do Código de Processo Penal e representou pela decretação da prisão preventiva do investigado.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
A autoria e as circunstâncias do crime ainda serão analisadas pela Justiça, sendo garantido ao investigado o direito à ampla defesa e à presunção de inocência.
Veja o video abaixo ele dando entrevista antes de ser preso
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