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Nota de Falecimento da jovem Adeilma Fonseca da Silva de 29 anos, foi morta com golpes de faca

Mulher é morta com golpes de faca durante briga de ex-casal em Jequié
 
Uma discussão envolvendo um ex-casal terminou em tragédia na madrugada desta segunda-feira (24), no bairro Jequiezinho.
 
Adeilma Fonseca da Silva, de 29 anos, foi morta com golpes de faca na Rua Teódulo Dantas Dias por volta de 1h07 desta segunda-feira.
 
De acordo com o boletim da Polícia Militar, o crime aconteceu após uma cavalgada na região. O companheiro de Graziele Silva dos Santos, de 33 anos, teria retornado ao local acompanhado da vítima Adeilma, sua atual companheira, e recomeçado uma agressão contra a ex.
 
Testemunhas e a própria Graziele relataram que o homem segurou a ex-pelo pescoço e passou a golpeá-la com um capacete. Foi nesse momento que Graziele, que estava com uma faca na cintura, atingiu Adeilma com diversos golpes. O SAMU foi acionado, mas apenas constatou o óbito da vítima no local.
 
Ainda segundo o relato registrado, mais cedo o mesmo homem havia agredido com facão outro homem que estava com Graziele, que também foi socorrido.
 
Graziele permaneceu na cena do crime, recebeu voz de prisão em flagrante delito e foi conduzida para a Delegacia Territorial de Jequié, onde foi autuada por homicídio. Ela alega ter agido em legítima defesa.
 
O ex-companheiro, principal agressor segundo as informações iniciais, fugiu antes da chegada da PM e ainda não foi localizado.
O Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizou perícia no local e o corpo de Adeilma Fonseca da Silva foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Jequié para necropsia.
 
O caso será investigado pela 9ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Jequié). Até o momento, não há informações sobre o paradeiro do homem que iniciou as agressões.
 
A Justiça concedeu liberdade provisória a Grazyela Silva, autora confessa do homicídio de Adeilma Santos Fonseca, ocorrido no bairro Jequiezinho, em Jequié. A decisão chamou atenção porque o flagrante foi homologado — Grazyela foi detida logo após o ataque, ainda com a arma usada no crime.
 
Mesmo assim, o juiz entendeu que não havia necessidade de prisão preventiva neste momento e aplicou medidas cautelares, o que gerou surpresa e debate na comunidade, considerando a gravidade e a motivação passional do crime, tratado como possivelmente premeditado.
 
Apesar da liberdade, Grazyela segue respondendo ao processo, enquanto a Polícia Civil continua a investigação para que o Ministério Público ofereça denúncia. O caso segue em destaque e reacende discussões sobre o uso da liberdade provisória em crimes violentos no Brasil.