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Após feminicidio, corpo de uma mulher é violado dentro do cemiterio, mulher teve o corpo retirado da sepultura e abusada pelo rapaz

APÓS FEMINICÍDIO, CORPO DE MULHER É VIOLADO EM CEMITÉRIO
 
Um caso brutal ocorrido em Eldorado ganhou novos contornos e provocou indignação na população. Dias após ser vítima de feminicídio, uma mulher teve o corpo retirado da sepultura e alvo de um possível ato de violação, segundo investigações policiais.
 
O caso
A vítima, identificada como Vera Lucia da Silva, foi assassinada no último domingo (12), supostamente pelo ex-companheiro. O crime já havia causado revolta pela sua violência, mas a situação se agravou ainda mais poucos dias depois.
 
Na madrugada de quinta-feira (15), funcionários do cemitério perceberam sinais de violação em uma das sepulturas. Ao verificarem, constataram que o túmulo havia sido aberto e o corpo da vítima, removido.
 
Investigação em andamento
De acordo com a Polícia Civil, há indícios de que o cadáver tenha sido alvo de um ato criminoso de extrema gravidade. A principal linha de investigação considera a possibilidade de necrofilia, embora a confirmação dependa de laudos periciais.
 
Equipes técnicas foram acionadas e realizaram análises no local para coletar evidências. Até o momento, não há suspeitos presos, e a polícia trabalha para esclarecer tanto a autoria quanto a motivação do crime.
 
Impacto e repercussão
O episódio causou forte comoção em Eldorado, município de pequeno porte onde crimes dessa natureza têm grande repercussão social.
 
Além da brutalidade do feminicídio, o caso reacende discussões sobre violência contra a mulher e a dimensão extrema que esses crimes podem alcançar. A sensação de insegurança se amplia diante de um cenário em que nem mesmo após a morte a vítima foi respeitada.
 
Atualização
 
“Foi por pouco tempo”, diz preso após abusar de corpo de vítima de feminicídio
 
Depoimento aponta ação com dois comparsas e saída do local após início dos atos no cemitério.
 
A confissão de um dos presos no crime de necrofilia contra Vera Lúcia da Silva, de 41 anos, vítima de feminicídio, em Eldorado, a 442 quilômetros de Campo Grande, revela com detalhes a dinâmica do ato. Os fatos ocorreram poucos dias após o sepultamento da vítima, no cemitério municipal da cidade. Para o delegado responsável pela investigação, trata-se de um caso “trágico, cruel, maldoso e doentil”.
 
Em depoimento, o homem afirmou que foi ao cemitério para acompanhar um colega, de 16 anos, que pretendia visitar o túmulo da mãe. Ao chegarem, encontraram um terceiro suspeito próximo à sepultura da vítima. Segundo ele, após o amigo violar o túmulo com um chute, os três retiraram o corpo. O próprio suspeito disse que foi o primeiro a praticar o ato de necrofilia.
 

“Disse que por pouco tempo porque cheirava mal”, relatou o delegado Robilson Júnior Albertoni, responsável pelas investigações.

Na sequência, o homem declarou que deixou o local enquanto os outros dois permaneceram. “Mas alegou que não sabe o que fizeram depois”, concluiu a autoridade policial.

O suspeito que confessou trabalhava em um mercado da cidade e utilizava tornozeleira eletrônica por tráfico de drogas. Os outros dois envolvidos não possuíam ocupação profissional.

Os três foram presos em flagrante nesta quinta-feira (16), após a violação do túmulo de Vera Lúcia da Silva, assassinada a tiros dentro de casa no último domingo. O ex-companheiro, autor do feminicídio, tirou a própria vida em seguida, no quintal da residência.

Assim que a violação foi constatada, a Polícia Civil iniciou diligências e identificou os envolvidos em curto intervalo de tempo.